Deus e o Infinito



Todas as respostas encontram-se no Livro dos Espíritos de Allan Kardec
( LE - Livro dos Espíritos - perg. - pergunta ...)



A questão DEUS sempre empolgou o homem na história do pensamento, tornando-se centro natural de todo processo de conhecimento. É assim que o Livro dos Espíritos inicia-se com o conceito de DEUS. Tal tema é de suma importância, pois a compreensão clara da existência de DEUS depende nossa apreensão da realidade, assim como a forma de pautar nossa existência.

Que é DEUS ? ( LE, perg. 1 ) Ao que respondem os Espíritos : DEUS É A INTELIGÊNCIA SUPREMA, causa primária de todas as coisas. Vê-se assim que a Doutrina Espírita define DEUS a partir desse conceito, DEUS deixa de ser tão somente uma questão de fé, para revelar-se, de forma racional, na Inteligência que rege as formas da natureza.

Ao buscar definir DEUS, porém, é muito comum ao entendimento humano associá-lo à visão de algo que lhe permanece desconhecido, e portanto, à noção de infinito, pois, definir DEUS como sendo o infinito, é tomar o arbítrio de uma coisa por ela mesma, definir uma coisa ainda não conhecida, por  outra que também não o é ( LE, perg. 3 )



Provas e Atributos da Divindade

Provas

a) Não há Efeito sem causa ( LE, perg. 4 )

A Doutrina Espírita fundamenta a concepção de DEUS a partir do axioma : Não há efeito inteligente sem causa inteligente, e à grandeza do efeito corresponde a grandeza da causa ( LE, Prolegôneos ). O Universo mostra-se organizado inteligentemente em todas as suas dimensões.
Seria absurdo supor que a inteligência da estrutura universal fosse resultado de um simples acaso.
Por outro lado, atribuir a formação primária das coisas às propriedades íntimas da matéria, seria tomar efeito pela causa, pois essas propriedades são em si mesmas um efeito, que deve ter uma causa ( LE, perg. 7 )

b) Universatilidade do Sentimento Intuitivo de Deus

Poder-se-ia pensar que o conceito de DEUS fosse uma questão relativa à cultura dos homens, ou seja, o efeito da educação ou produto de idéias adquiridas. No entanto, se o sentimento da existência de um ser supremo não fosse mais que o produto de um ensinamento, não seria universal, nem existiria, como as noções científicas, senão entre os que tivessem podido receber esse ensinamento ( LE.perg. 6 ).

c) A inteligência de DEUS revela-se como uma tendência à ordem e harmonia no universo material, e a uma tendência moralizante no universo espiritual. A harmonia que regula as forças do Universo revela combinações e fins determinados, e por isso um poder inteligente. Atribuir a formação primária ao acaso, seria uma falta de senso, porque o acaso é cego e não pode produzir efeitos inteligentes.Um acaso inteligente já não seria acaso ( LE, perg. 8 ).

Atributos

1) DEUS é eterno. Por eterno entende-se aquilo que não tem começo nem fim. Se DEUS tivesse tido um princípio, teria saído do nada, ora, o nada não existe. Por outro lado, se tivesse sido criado por outro ser, então este último é que seria DEUS.

2)  É imutável. Se estivesse sujeito a mudanças, as leis que regem o Universo não teriam nenhuma estabilidade (LE, perg. 13 ).

3) É imaterial. Sua natureza difere de tudo o que chamamos matéria, pois de outra forma ELE não seria imutável, estando sujeito às transformações da matéria. ( LE, perg. 13 ).

4) É único. Se houvesse muitos deuses, não haveria unidade de vistas nem de poder na organização do Universo ( LE, perg. 13 )

5) É todo poderoso. Se não tivesse o poder soberano, haveria alguma coisa mais poderosa ou tão poderosa quanto ELE, que assim não teria feito todas as coisas. E aquelas que ELE não tivesse feito, seriam obra de um outro DEUS. E então ELE não seria único ( LE, perg. 13 ).

6) É soberanamente justo e bom. Sua sabedoria revela-se pela natureza de suas leis de amor, que regem a justiça por todo o Universo ( LE, perg. 13 ).



 Fonte: Estudo sobre o Livro dos Espíritos (Federação Espírita de São Paulo)
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